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9 – Solo e meio ambiente: Poluição do solo

No Tema anterior, você estudou os fatores que poluem o solo e os tipos de resíduo que são gerados nas indústrias, nas nossas casas, nos equipamentos de saúde, nas obras etc. Pensando nesses tipos de resíduos, é possível imaginar quantos problemas podem ser causados pelo seu descarte inadequado, certo? É por isso que agora você vai estudar como nosso solo pode ser preservado.
 
Todos os dias, muitas toneladas de resíduo são descartadas na natureza. Com o que você já estudou, é possível perceber que a poluição do solo e do ambiente, em geral, pode e deve ser evitada. Para isso, uma das providências necessárias é diminuir a produção de lixo. A outra é cuidar bem de seu descarte.
 
Como preservar o solo: redução, reutilização e reciclagem de materiais
Para melhorar a qualidade de vida e preservar o ambiente, a primeira alternativa é incorporar novas atitudes e novos hábitos. Inicialmente, é preciso modificar nosso comportamento e adotar uma postura de consumo responsável. Ao reduzir o consumo de bens e produtos ao estritamente necessário, evitam-se desperdícios e diminui-se a extração dos recursos naturais utilizados em sua produção. Além de diminuir o que consumimos, podemos reutilizar vários materiais e objetos, em vez de simplesmente descartá-los.
E, quando não for possível reutilizar um produto, pode-se, ainda, tentar reciclá-lo. Reciclar significa transformar objetos e materiais já utilizados em novos produtos para o consumo. Cerca de 50% (a metade) de todo o material descartado como lixo pode ser recuperado como matéria- -prima, ser reciclado e utilizado para fabricar um novo produto. Desse modo, pode-se diminuir a necessidade de extração de novos recursos naturais para a produção de alguns bens. É o que acontece, por exemplo, com as latas de alumínio.
 
1 Materiais recicláveis
Você já deve ter notado que em locais em que o material reciclável é separado, como os recipientes coloridos para descarte, é indicado o tipo de material que eles recebem. Pensando nisso, responda:
Coleta seletiva
Para facilitar a reciclagem de materiais, é possível realizar a sua coleta seletiva, isto é, separar os resíduos recicláveis por tipo de material e transportá-los para locais adequados. Essa separação pode ser feita pela população; se os recipientes de coleta são ou não coloridos, é irrelevante. A maior parte do que jogamos fora não é suja, mas se torna suja depois de misturada com outros resíduos. Ao separar os materiais que podem ser reciclados, torna-se muito menor a quantidade de lixo que não pode mais ser utilizada e tem de ser enviada a depósitos que darão o destino adequado a esse material. Por isso, é importante realizar a coleta seletiva. Atualmente, procura-se dividir os resíduos em apenas dois grandes grupos: secos (material inorgânico, que não apodrece ou estraga) e molhados (material orgânico).
Nem todo lixo é reciclável, mas a maior parte dele sim. Ainda há muitas pessoas que desconhecem o fato de a maior parte do lixo ser reciclável.
Com a realização da coleta seletiva, boa parte do lixo seco pode ser reutilizada na fabricação de novos produtos.
Já o lixo orgânico não é reciclado dessa mesma forma, mas pode ser reutilizado para produzir húmus e adubo natural em um processo de compostagem. A compostagem é um processo de reciclagem de resíduos orgânicos domésticos e rurais, que somam quase 50% de todo o lixo produzido. Eles são misturados com terra e, em um processo de ciclagem, são transformados em adubo pela ação dos decompositores, o que propicia um destino útil para os resíduos orgânicos e evita sua acumulação em lixões ou aterros. Durante esse processo, ocorre também a produção do biogás, que pode ser utilizado na produção de calor. Além disso, vale lembrar que podem gerar boa fonte de renda.
Incineração
Quando não é possível reciclar ou reutilizar o lixo, pode-se queimá-lo em fornos e usinas próprias, nos chamados incineradores. Esse processo recebe o nome de incineração e, por meio dele, também se reduz significativamente o volume do lixo. Nesse processo também são eliminados do lixo os agentes que causam doenças (ou agentes patogênicos) presentes, principalmente, no lixo hospitalar, como seringas, gazes, curativos, algodão etc.
Quando esse tipo de lixo é queimado, durante a incineração são liberados gases. Esses gases passam por filtros que minimizam a liberação de poluentes. Após a incineração dos resíduos, restam as cinzas, que podem ser encaminhadas para aterros sanitários ou mesmo recicladas para a confecção de borrachas, cerâmicas etc.
A pior desvantagem da incineração é que, além de consumir muita energia, esse processo provoca a poluição do ar, em função dos gases liberados na combustão (queima) e das partículas que não são retidas pelos filtros e precipitadores.
Aterros sanitários
O lixo que não pode ser reciclado nem incinerado deve ser depositado em um local que não ofereça grandes riscos ao ambiente: os chamados aterros sanitários. Neles, todos os tipos de resíduo são dispostos em camadas alternadas de lixo e terra, evitando assim o mau cheiro e a proliferação de animais e pragas. O solo do aterro é impermeabilizado para evitar a infiltração de chorume e a contaminação do lençol freático.